REDE GENÔMICA DA FIOCRUZ DESTACA PARTICIPAÇÃO EM DOCUMENTO GLOBAL DA OMS SOBRE VSR

A Rede Genômica da Fiocruz marca presença em um importante avanço internacional no monitoramento de vírus respiratórios por meio da contribuição de um de seus integrantes na elaboração de diretrizes globais da Organização Mundial da Saúde (OMS). O documento, publicado em 2025, reúne recomendações técnicas para o sequenciamento e vigilância genômica do vírus sincicial respiratório (VSR) .
O pesquisador Fernando Motta, membro da Rede Genômica da Fiocruz, participou do desenvolvimento do material ao lado de especialistas de diferentes países e instituições de referência. Sua atuação reforça a relevância da ciência brasileira em iniciativas estratégicas voltadas à saúde pública global.
O guia da OMS propõe a ampliação da vigilância do VSR a partir da estrutura do Sistema Global de Vigilância e Resposta à Influenza (GISRS), com foco no monitoramento da diversidade genética do vírus, na compreensão de sua disseminação e no suporte ao desenvolvimento e à avaliação de vacinas, anticorpos monoclonais e antivirais .
Também são destacadas diretrizes práticas para coleta de amostras, sequenciamento genômico e compartilhamento de dados, fortalecendo a capacidade dos países em responder de forma mais ágil a mudanças no comportamento do vírus. O documento ainda ressalta a importância de aproveitar os avanços obtidos durante a pandemia de COVID-19, especialmente no que diz respeito à ampliação das capacidades laboratoriais e de análise genômica .
Para Fernando Motta, a construção desse documento representa um passo importante para a integração de esforços globais em vigilância genômica. “A consolidação dessas recomendações permite que diferentes países avancem de forma coordenada no monitoramento do VSR, fortalecendo a geração de evidências e a tomada de decisão em saúde pública”, destaca.
A participação de um membro da Rede Genômica da Fiocruz em uma iniciativa dessa magnitude evidencia o papel estratégico da instituição na produção de conhecimento e na colaboração internacional, contribuindo para o enfrentamento de doenças respiratórias com base em ciência, dados e inovação.







